Rio de Janeiro lança Estratégia de Resiliência

Michael Berkowitz durante o lançamento da Estratégia (Foto: Katerina Elias Trostmann/WRI Brasil)
No início deste mês, a cidade do Rio de Janeiro lançou sua Estratégia de Resiliência. O documento faz parte de uma parceria com a iniciativa 100 Cidades Resilientes, promovida pela Fundação Rockefeller. A Estratégia estabelece objetivos intermediários entre as metas de curto prazo do Plano Estratégico 2017-2020 e as de longo prazo do programa Visão Rio 500 – do qual já falamos aqui. Dessa forma, o Rio protagoniza, junto com Porto Alegre, o esforço crescente das cidades brasileiras para adotar a resiliência como estratégia de adaptação às mudanças climáticas. O WRI Brasil Cidades Sustentáveis auxiliou na formulação dos indicadores utilizados para medir a resiliência individual.
A cidade do Rio de Janeiro, devido às suas características geológicas e geográficas, está em uma região passível de ocorrência de precipitações pluviométricas intensas. Isso, aliado ao fato de ser um centro urbano adensado, que teve um crescimento desordenado durante décadas, com diversas construções executadas em áreas de risco, somado ao escopo das mudanças climáticas, faz com que seja imprescindível tanto para o Rio de Janeiro como para outras cidades do mundo a elaboração de estratégias dessa ordem.
Motivo pelo qual, durante o lançamento da Estratégia, o diretor mundial do projeto 100 Cidades Resilientes da Fundação Rockefeller, Michael Berkowitz, destacou a importância do documento e de como esse passo da cidade inspira pessoas e cidades pelo mundo. “Estamos bastante confiantes nessas metas, pois elas nos levam a crer que o Rio de Janeiro continuará a ser um pioneiro de pensamento resiliente e um líder no cenário global na execução de suas prioridades estratégicas”, afirmou Berkowitz em seu discurso.
Desde 2009, o Rio de Janeiro vem investindo em iniciativas voltadas para a resiliência da cidade. Em 2010 a prefeitura criou o Centro de Operações Rio (COR), órgão que coordena o município 24 horas por dia; fez o Mapeamento de Risco de Encostas Maciço da Tijuca; e adquiriu o Radar Meteorológico. Já em 2011, houve a implantação do Sistema de Alarme Sonoro; da Macrodrenagem da Bacia de Jacarepaguá; da construção dos reservatórios da Grande Tijuca, do desvio do Rio Joana e o início do PAC 2 – Obras para eliminação de alto risco e prevenção. A prefeitura também deu início ao Programa de Reflorestamento (mutirões + medidas compensatórias); ao reforço estrutural do Elevado do Joá; ao Morar Carioca (projeto de urbanização popular) e às ações de combate à dengue, entre outras. As informações são da reportagem de Juliana Romar, para a Prefeitura do Rio de Janeiro.
Entre os objetivos principais da Estratégia de Resiliência, constam: aprofundar o conhecimento e mitigar os impactos de eventos climáticos extremos e mudanças climáticas; mobilizar o Rio para que esteja preparado para enfrentar e responder a eventos climáticos extremos e outros choques; desenvolver e adaptar espaços urbanos verdes, frescos, seguros e flexíveis; prover serviços básicos de alta qualidade para todos os cidadãos, utilizando os recursos de forma resiliente e sustentável; promover uma economia inclusiva , diversificada, circular e de baixo carbono; além de aumentar a resiliência de cidadãos e promover a coesão social. As informações são da Prefeitura do Rio de Janeiro.
100 Cidades Resilientes
O Rio de Janeiro faz parte do grupo 100 Cidades Resilientes, projeto da Fundação Rockefeller cujo intuito é formar uma rede global de cidades resilientes para compartilhar boas práticas e informações, para que elas superem desafios urbanos como a prevenção de desastres em áreas de risco ou irregulares, vulneráveis às chuvas, enchentes e deslizamentos.
De acordo com a Rockefeller, resiliência é a elasticidade e capacidade de recuperação e adaptação de uma cidade. A ideia central do projeto é a de tornar as cidades mais bem preparadas para resistir a eventos extremos, sejam naturais ou causados pelo homem, e aptas a se recuperar rapidamente, saindo mais fortes do que antes.
Ao lado do Rio de Janeiro, a outra cidade brasileira da rede é Porto Alegre (RS). Na capital gaúcha, o projeto é capitaneado pela Secretaria Municipal de Governança e conta com um conselho diretivo do qual o WRI Brasil Cidades Sustentáveis faz parte. O conselho é responsável por definir as ações macro para a gestão do programa, bem como o plano de ação, sua temporalidade e principais eixos de atuação.