Brasília: da arquitetura para o transporte coletivo planejado

Publicado em 30/06/2014

BRT Expresso DF (Foto: Mariana Gil/EMBARQ Brasil)

Em junho, a capital federal comemorou a chegada de seu primeiro sistema BRT (Bus Rapid Transit), com a inauguração do Expresso DF Sul, trecho de 43 km que liga as cidades de Gama e Santa Maria. A presidente Dilma Rousseff percorreu 10 km do trajeto e elogiou o projeto, realizado com apoio técnico da EMBARQ Brasil. “É uma inauguração especial. Para mim é uma honra, pela qualidade do que eu vi nesse BRT. O passageiro que antes levava 1 hora e meia para percorrer todo este trecho, agora pode fazer a mesma viagem em apenas 40 minutos”, disse a presidente.

O Eixo Sul faz parte do projeto de 150 km de corredores dedicados do Expresso DF, que deverá atender 600 mil passageiros por dia. Além disso, Brasília investiu na renovação de 98% da frota de ônibus, como parte do Programa Nacional de Controle de Emissões Veiculares (Proconve). O objetivo é reduzir e controlar a emissão de poluentes atmosféricos por meio da modernização da tecnologia veicular no Brasil. (Leia mais sobre a inauguração).

Diretora de relações estratégicas da EMBARQ Brasil, Rejane Fernandes, e a presidente Dilma Rousseff, na cerimônia de inauguração. (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)

Poluição controlada

A qualidade do ar é uma das vantagens trazidas na implantação dos sistemas BRT nas cidades. Um estudo da rede EMBARQ indica que um corredor de ônibus é capaz de transportar dez vezes mais pessoas do que uma via para carros. Tirar o modal do tráfego misto traz inúmeros benefícios, ao reduzir o tempo de viagem e a quilometragem rodada. “Com a via dedicada, o ônibus elimina paradas desnecessárias, otimizando o consumo do combustível e deixando emitir tantos poluentes quanto no tráfego misto. Com isso, reduz-se a emissão de poluentes locais e de gases do efeito estufa”, explica a coordenadora de Projetos de Transporte e Clima da EMBARQ Brasil, Magdala Arioli.

Gráfico: Balanço Energético 2014, Ministério de Minas e Energia.

Das emissões de gases de efeito estufa (GEE) associadas à matriz energética brasileira, o setor de transportes foi responsável por 46,9%, conforme o gráfico acima. O início da operação do Expresso DF, a renovação da frota dos ônibus e a reestruturação das linhas do transporte coletivo em Brasília, juntos, têm potencial para reduzir 55% das emissões GEE, que representam em torno de 200 mil toneladas por ano.

“Todos os veículos da frota de Brasília possuem a tecnologia Euro5, com diesel de baixo teor de enxofre, que emitem poluentes locais em menor quantidade”, afirma Magdala. Como resultado, o material particulado, um dos principais poluentes locais, será reduzido em 95%, o equivalente a 95 toneladas por ano.

Na entrega do primeiro trecho do Expresso DF, o governador Agnelo Queiroz ressaltou a transformação cultural na mobilidade urbana de Brasília. "É o início de um sonho que começa a se transformar em realidade: o transporte público como prioritário. Por mais de 50 anos, o transporte individual foi prioridade", disse.

Fique Ligado

Newsletter

Inscreva-se para receber a newsletter do WRI Brasil Cidades Sustentáveis.

Increver-se