Elsevier seleciona estudo da EMBARQ para publicação

Erin Cooper (EMBARQ) e Magdala Arioli (EMBARQ Brasil) são autoras de estudo sobre tecnologia de combustível nos ônibus do Brasil e da Índia. Os resultados poderão nortear tomadas de decisão dos governos. (Foto: Mariana Gil/EMBARQ Brasil)

O artigo Exhaust emissions of transit buses: Brazil and India case studies, que traz dados reveladores sobre a tecnologia veicular dos ônibus do Brasil e da Índia, recebeu sua segunda publicação, desta vez pelo Research in Transportation Economics (Elsevier). Apresentado na conferência Thredbo 13, em Oxford, o trabalho de autoria de Magdala Arioli (EMBARQ Brasil), Erin Cooper e Aileen Carrigan (EMBARQ) reúne as possíveis combinações entre os combustíveis dos ônibus de ambos os países, com tecnologias de pós-tratamento, para responder à pergunta: qual combustível é mais eficiente para reduzir as emissões de poluentes?

A queima de combustíveis é a grande responsável pela emissão de gases do efeito estufa na atmosfera. E os maiores níveis de poluentes estão concentrados em cidades em desenvolvimento. Nesse cenário, a pesquisa já pode nortear os governos no Brasil e na Índia ajudando a amenizar este impacto e aprimorar a eficiência energética do transporte coletivo.

Magdala Arioli, da EMBARQ Brasil, explica os resultados: “Uma única tecnologia não é a solução para a redução das emissões de poluentes locais e de efeito estufa. No Brasil, por exemplo, descobrimos que o uso do biodiesel ou até mesmo o diesel com baixo teor de enxofre, associado a tecnologias de pós-tratamento de gases é a escolha mais eficiente. Já no contexto indiano, o melhor desempenho em termos de emissões que encontramos foi o GNV (gás natural veicular) associado à tecnologia de pós-tratamento de gases”.

O relatório Estimativa de Emissões de Gases de Efeito Estufa do Brasil 2012, do Observatório do Clima, aponta que as emissões brasileiras vêm principalmente da queima de combustíveis fósseis. O setor de energia (produção e consumo de energia e combustíveis fósseis), que em 1990 era responsável pela emissão de 193 milhões de toneladas de gás carbônico, passou a gerar, em 2012, 436,7 milhões de toneladas de poluentes.

Para que qualquer cidade, tanto no Brasil, quanto na Índia, tenha todas as ferramentas necessárias para avaliar o custo-benefício de acordo com sua realidade, Magdala conta que o próximo passo será realizar um estudo sobre viabilidade econômica em termos de aquisição e manutenção dos combustíveis e de tecnologias alternativas.

SAIBA MAIS

O artigo foi originado a partir do estudo Meta-Analysis of Transit Bus Exhaust Emissions , realizado pela rede EMBARQ com o apoio da FedEx. As especialistas foram premiadas, em janeiro deste ano, com o Fred Burggraf Award em Washington DC. Leia aqui.

Fique Ligado

Newsletter

Inscreva-se para receber a newsletter do WRI Brasil Cidades Sustentáveis.

Increver-se