Plano de Mobilidade Urbana Sustentável é lançado em Florianópolis

A região da Grande Florianópolis se prepara para construir, junto com sua população, uma mobilidade mais sustentável. Na última terça-feira (25/03), durante o Seminário Mobilidade Urbana em Cidades Brasileiras, ocorreu o lançamento oficial do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável da Grande Florianópolis – PLAMUS, projeto que vai apresentar soluções para os problemas de mobilidade urbana nos 13 municípios da região: Anitápolis, Rancho Queimado, São Bonifácio, Angelina, Antônio Carlos, Águas Mornas, São Pedro de Alcântara, Santo Amaro da Imperatriz, Biguaçu, Governador Celso Ramos, São José, Palhoça e Florianópolis.
O encontro reuniu equipe de desenvolvimento do projeto, membros do Governo do Estado, prefeitos, secretários municipais, além de representantes de organizações da sociedade civil, no auditório da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC). Na abertura, o vice-prefeito de Florianópolis, João Amin, elogiou diversos pontos do projeto, que prevê mais de cinco mil pesquisas de Origem/Destino realizadas porta a porta. “Já fomos apontados como a pior capital brasileira em mobilidade urbana no Brasil. Sabemos que os nossos desafios são muito grandes, mas estamos bastante otimistas com o plano de mobilidade que está sendo iniciado agora", destacou Amin. O último estudo feito sobre o tema na região aconteceu em 1978. Já o secretário de Estado do Planejamento, Murilo Flores, disse que “além da necessidade de termos informações atuais sobre os problemas de mobilidade na capital e nos municípios vizinhos, a metodologia do PLAMUS é muito interessante porque prevê a participação social, com foco no debate dos hábitos dos moradores e nas alternativas de modais.”

O diretor-presidente da EMBARQ Brasil, Luis Antonio Lindau, participou do encontro ao lado do superintendente da Área de Estruturação e Projetos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Henrique Amarante, do diretor da Organização das Nações Unidas - ONU Habitat na América Latina, Alain Grimard, e também do secretário de Estado do Planejamento, Murilo Flores.
Lindau destacou que é preciso desestimular o uso do carro, melhorar o transporte coletivo, estimular o transporte não motorizado e criar, de forma coerente, a integração do uso do solo e transporte. Ele aproveitou o encontro para apontar várias soluções que o gestor público deve ter em mente na elaboração de um plano de mobilidade urbana sustentável. “O carro é a extensão do indivíduo e a lógica do motorista é brutalmente egoísta. Qualquer um de nós pode pensar dessa forma ‘por que os outros estão aqui, por que não só eu", afirmou o diretor-presidente da EMBARQ Brasil.
O presidente da SC Parcerias, Paulo César Costa, também alertou que o uso de veículos particulares é um paradoxo: “Se por um lado todos buscam bem estar ao utilizar seus automóveis, por outro, converte-se em desconforto em meio aos congestionamentos”.
O superintendente da Área de Estruturação de Projetos do BNDES, Henrique Amarante Pinto, esclareceu o papel da instituição no desenvolvimento do PLAMUS: “Nós tratamos o tema mobilidade urbana como um dos mais importantes no que diz respeito à inovação, desenvolvimento local, regional e socioambiental”. O BNDES deve investir R$ 10,7 milhões no projeto.
Os representantes do consórcio responsável pelo PLAMUS, Wagner Colombini (Logit), Carlos Gondim (Booz & Company) e Rafael Vanzella (Meyer Advogados), apresentaram os detalhes relacionados ao levantamento que será realizado a partir de abril e avaliaram os demais aspectos técnicos do PLAMUS na primeira parte da programação do seminário, que contou ainda com uma oficina sobre os desafios de mobilidade nas cidades e uma reunião do Comitê Técnico de Acompanhamento na parte da tarde.
Rede de apoio
Em sua apresentação "O DNA da sustentabilidade", Lindau falou sobre o uso do espaço público viário para um auditório lotado. O especialista mostrou soluções de desenvolvimento urbano bem sucedidas em outras partes do mundo, como Curitiba, Londres e Nova York e aproveitou o encontro para apresentar diversos modelos de sistemas integrados.
"O que as pessoas querem é poder ir a todos os lugares, querem poder chegar porta a porta a toda hora, querem rapidez no deslocamento e também confiabilidade para chegar na hora certa", destacou o diretor-presidente da EMBARQ Brasil, desejando um bom trabalho aos técnicos e demais especialistas envolvidos no PLAMUS.
Sobre o PLAMUS
O PLAMUS – Plano de Mobilidade Urbana Sustentável da Grande Florianópolis foi contratado diretamente pelo BNDES, com recursos provenientes do Fundo de Estruturação de Projetos – FEP, com acompanhamento direto do Governo do Estado de Santa Catarina e dos municípios da Grande Florianópolis. Este estudo técnico apresentará soluções para os problemas de mobilidade urbana dos 13 municípios da Grande Florianópolis. A EMBARQ Brasil é parceira, responsável pelas áreas de Comunicação e Participação Social do projeto.
Estão sendo realizadas diversas pesquisas na região, como contagens de tráfego, trânsito de cargas e de transporte coletivo. Haverá também pesquisas de Origem/Destino, divididas em duas fases. A primeira, já realizada durante o período de veraneio, mapeou os deslocamentos dos frequentadores das praias da Grande Florianópolis.
A segunda etapa, prevista para iniciar nas próximas semanas, envolve pesquisa com os moradores da região, que serão entrevistados em suas residências por pesquisadores uniformizados e identificados.
O questionário também pode ser respondido através do telefone 0800 718 8801 (ligação gratuita) ou pelo site.