Pesquisadores da EMBARQ recebem o Prêmio Fred Burggraf
Na noite do dia 13 de janeiro em Washington DC (EUA), durante o 93º Transportation Research Board (TRB), a equipe de Veículos e Combustíveis da EMBARQ FedEx recebeu o prêmio Fred Burggraf pelo paper “Meta-Analysis of Transit Bus Exhaust Emissions”. O grupo foi agraciado depois de apresentar ao Transportation Research Board of the U.S. National Research Council o estudo que compara as emissões de poluentes entre os ônibus.
O prêmio Fred Burggraf é um reconhecimento a estudos de excelência no setor de transportes realizados por pesquisadores de até 35 anos. A engenheira de Transportes da EMBARQ Brasil, Magdala Arioli, é uma das autoras do artigo vencedor e recebeu a premiação na capital norte-americana.

“Ficamos muito contentes com o reconhecimento do projeto que já tem dois anos de desenvolvimento pela EMBARQ, com o apoio da FedEx. Com a pesquisa, conseguimos entender mais como diferentes tecnologias veiculares e de combustíveis podem ajudar a melhorar a qualidade do ar de suas cidades. Um dos maiores ‘gols’ é que o estudo resultará numa ferramenta prática de apoio na tomada de decisão sobre a escolha da tecnologia veicular para a frota de ônibus em cidades do Brasil, Índia e México”, comemora Magdala.
Além de Magdala, assinam a pesquisa Erin Cooper e Aileen Carrigan do grupo de Pesquisa e Prática da EMBARQ, e Umang Jain, do Departamento de Transporte Urbano da EMBARQ Índia.
A pesquisa
O artigo faz uma análise das emissões de poluentes pelos ônibus a partir da comparação de diferentes combustíveis e ajuda a responder uma questão em comum das autoridades de trânsito: quais tecnologias veiculares e de combustível são melhores para reduzir as emissões?
Com o objetivo de descobrir a tecnologia de combustível menos prejudicial ao meio ambiente e à saúde, os pesquisadores da rede EMBARQ estudaram cinco poluentes atmosféricos: dióxido de carbono (CO2), monóxido de carbono (CO), óxido de nitrogênio (NOx), material particulado (MP), e hidrocarbonetos (HC).
Emissões no Brasil
Em novembro do ano passado, o Observatório do Clima criou o Sistema de Estimativa de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG), uma ferramenta capaz de calcular as emissões anuais brasileiras e identificar sua origem. A partir daí, a organização lançou, também no ano passado, o relatório Estimativa de Emissões de Gases de Efeito Estufa do Brasil 2012, que reúne dados a respeito das emissões brasileiras nas últimas décadas.
De acordo com o documento, as emissões brasileiras aumentaram e ao mesmo tempo sofreram mudanças de perfil. O crescimento das emissões brutas teve um aumento de 7% entre 1990 e 2012 e, enquanto antes a poluição provinha principalmente de atividades de desmatamento, atualmente a maior parte das emissões vem da queima de combustíveis fósseis. O setor de energia (produção e consumo de energia e combustíveis fósseis) era responsável, em 1990, pela emissão de 193 milhões de toneladas de gás carbônico; em 2012, passou a gerar 436,7 milhões de toneladas de poluentes.

Nesse cenário, a pesquisa desenvolvida pela EMBARQ abre caminho para o desenvolvimento de tecnologias veiculares e de combustíveis que podem contribuir para a redução das emissões de gases de efeito estufa e poluentes atmosféricos. “Ao desenvolver tais tecnologias podemos limitar a quantidade de partículas nocivas que respiramos. Isso também complementa os esforços da EMBARQ para reduzir o número de viagens de carros particulares e aumentar o uso de meios de transporte sustentáveis”, destaca Dario Hidalgo, diretor de Pesquisa e Prática da EMBARQ.
No país que deverá se manter como o quarto mercado consumidor de automóveis na próxima década, o estudo de tecnologias e o desenvolvimento de programas de redução de emissões são fundamentais. Na concepção de Magdala, é preciso estudar as emissões dentro de cada contexto: “Não podemos afirmar que uma determinada tecnologia será a melhor para reduzir todas as emissões consideradas na pesquisa. É preciso analisar o contexto e o ciclo de vida das emissões. Por exemplo, em uma região de atividade industrial, a concentração de material em partículas já é alta, assim o ideal é optar por tecnologias veiculares que reduzam a emissão deste poluente atmosférico específico”.
Saiba mais sobre o Prêmio Fred Burggraf
Criado em 1966, o Prêmio Fred Burggraf reconhece jovens pesquisadores de até 35 anos de idade que desenvolvem estudos de excelência na área de transportes. O prêmio é concedido pelo instituto científico Transportation Research Board (TRB), uma das seis principais divisões do Conselho Nacional de Pesquisa dos Estados Unidos. Ele é administrado em conjunto pela Academia Nacional de Ciências, Academia Nacional de Engenharia e Instituto de Medicina.
O TRB visa assegurar a liderança na inovação de transporte e do progresso através da pesquisa e troca de informações em parceria com o Governo Federal e com a comunidade científica, dentro de um contexto objetivo, interdisciplinar, e multimodal. O Conselho é apoiado por secretarias estaduais de transporte, agências federais, incluindo as administrações que compõem o Departamento de Transportes dos EUA e outras organizações e pessoas interessadas no desenvolvimento do transporte.