Janeiro 2018

Belo Horizonte e Região Metropolitana, São Paulo, Uberlândia, Rio de Janeiro, Fortaleza, Recife, Juiz de Fora, Joinville e Uberaba integram o grupo

A mudança de paradigma na mobilidade começará quando o transporte coletivo se tornar competitivo e atrativo em relação a outros modos de transporte. A falta de priorização e de infraestrutura de qualidade contribui para que os ônibus venham perdendo passageiros a cada ano – 18% somente entre 2014 e 2016.

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Em entrevista, Clever Almeida, secretário de Mobilidade substituto, esclareceu os objetivos da Medida Provisória que adiou a data limite para 2019

Estados e municípios brasileiros ganharam mais tempo para planejar a sua mobilidade. Em Medida Provisória (MP) publicada em 12 de janeiro no Diário Oficial da União, assinada pelo presidente Michel Temer e pelo ministro das Cidades, Alexandre Baldy, foram alterados prazos presentes na Política Nacional de Mobilidade Urbana, de 2012, e no Estatuto da Metrópole, de 2015.

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Poluição do ar. Oceanos cheios de plástico. Sugar carbono dos céus. Estas são apenas algumas das histórias em pauta neste ano

A grande questão para 2018 é se as tendências preocupantes do ano passado para o meio ambiente e o desenvolvimento – aumento das emissões globais de carbono, desastres naturais de vários bilhões de dólares, abandono por parte do presidente dos EUA, Donald Trump, da ação climática – continuarão ou tomarão uma direção mais positiva.

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WRI Brasil e Toyota Mobility Foundation lançam desafio que vai testar e escolher os projetos que mais funcionam na prática

No cenário de inovações constantes, cabe às cidades não apenas criar um ambiente instigante para jovens empreendedores, como aproveitar as soluções para resolver problemas crônicos. A mobilidade urbana é um exemplo claro dessa mudança de mentalidade que se exige dos gestores urbanos.

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Exigência de planos de mobilidade urbana e a disponibilização de recursos para sua execução demonstram esforço do governo em incentivar o planejamento sustentável

No final do ano passado, o Ministério das Cidades apresentou os primeiros municípios pré-selecionados para o Avançar Cidades – Mobilidade Urbana. O programa é uma iniciativa do governo federal para impulsionar projetos de infraestrutura de sistemas de transporte coletivo e de transporte não motorizado, além da elaboração de projetos executivos e planos de mobilidade urbana.

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Entrevista com Arturo Ardila-Gomez, economista do Banco Mundial

As cidades brasileiras, em geral, ainda dependem exclusivamente da receita gerada com as tarifas para financiar seus sistemas de transporte coletivo, incluindo operação, manutenção, frota e estrutura. O problema é que, nos melhores casos, esse recurso só é suficiente para cobrir operação, manutenção e custos relacionados à frota, “na maior parte, só os dois primeiros”, avalia o economista do Banco Mundial, Arturo Ardila-Gomez (abaixo, na foto de Victor Moriyama).

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Cinco perguntas para Camila Maleronka, urbanista e pesquisadora do Lincoln Institute of Land Policy

Podemos dizer que a forma urbana é a “cara” que cada cidade tem. A organização dos espaços públicos e construídos é o que determina a forma urbana de uma cidade. Assim, uma cidade poderá ser dispersa – com baixas densidades populacionais, onde predomina o uso do transporte individual, gerando a necessidade de longos deslocamentos –, ou compacta, com densidades equilibradas e diferentes centralidades. Para atingir o segundo modelo, é fundamental o bom gerenciamento do uso e ocupação do solo, articulado ao planejamento dos sistemas de transporte coletivo.

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