Junho 2017

A maior parte da população brasileira ainda vive em cidades que priorizam o transporte motorizado, mas o desenvolvimento dos planos de mobilidade urbana pode ser uma oportunidade para mudar essa realidade

Há pouco mais de cinco anos, a Lei 12.587 era publicada para instituir as diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana (PNMU) no Brasil e dar às cidades com mais de 20 mil habitantes o prazo de três anos para o desenvolvimento de seus Planos de Mobilidade. Após a aprovação da Lei 13.406, de 26 de dezembro de 2016, esse prazo passou a ser de seis anos, o que significa que os municípios terão até 2018 para estabelecer novas normas para o transporte urbano.

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Inventário realizado pelo IEMA detalha as emissões na capital paulista por modal, horário, tipo de combustível e localização na cidade

Em um dia comum, entre as 6h e as 7h da manhã, acontece o pico das emissões de CO2 na cidade de São Paulo. O horário marca o deslocamento cotidiano de muitas pessoas, de casa em direção ao trabalho ou demais compromissos do dia, e explica por que a poluição atinge níveis mais altos no período. Cabe observar, contudo, a disparidade entre as emissões provenientes do transporte individual motorizado e dos ônibus: indo ao trabalho de ônibus, por exemplo, emitimos quase quatro vezes menos do que se formos sozinhos de carro.

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Parte da Rede Nacional para a Mobilidade de Baixo Carbono, capital pernambucana dá primeiros passos para projeto de rua com mais segurança e acessibilidade

Quase 150 anos depois que o médico Pedro da Hora Santiago pediu para rebocar sua casa do terreno nas proximidades do Beco do Espinheiro e deixou o sobrenome de herança para atual Rua da Hora, Recife planeja uma nova transformação na via.

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Aprovação do Estatuto em São Paulo é um exemplo para demais cidades brasileiras

No Brasil e em outras partes do mundo, vemos hoje uma tendência de priorização da mobilidade ativa. As cidades, cada vez mais, estabelecem medidas e fazem mudanças para priorizar e proteger os usuários mais vulneráveis das vias: pedestres e ciclistas. Mais um passo nessa direção foi dado recentemente em São Paulo, com a aprovação do Estatuto do Pedestre pela Câmara Municipal.

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Veja o conjunto de alternativas disponíveis para que os municípios não fiquem dependentes apenas da tarifa para o funcionamento do transporte coletivo

O transporte é um dos pontos essenciais para a eficiência urbana. Cerca de 17 milhões de brasileiros das Regiões Metropolitanas levaram 114 minutos em média nos seus deslocamentos diários de casa ao trabalho em 2012, o que equivale a um custo de produção sacrificada de R$ 111 bilhões, de acordo com estudo da Federação da Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). Sem contar o gasto energético e as emissões de gases de efeito estufa.

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