Janeiro 2017

As cidades que constituem Regiões Metropolitanas (RMs) formam áreas conurbadas, que mesclam além da paisagem: serviços se estendem para além dos limites municipais, populações circulam diariamente entre as divisas dos municípios, desafios muitas vezes comuns enfrentados por gestões diferentes. Sem planejamento, essas áreas tendem a impulsionar o espraiamento urbano, que gera a necessidade de longos deslocamentos para acessar serviços e oportunidades normalmente concentrados nos centros.

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Está lá, registrado no Estatuto das Cidades: "a garantia do direito a cidades sustentáveis, entendido como o direito à terra urbana, à moradia, ao saneamento ambiental, à infraestrutura urbana, ao transporte e aos serviços públicos, ao trabalho e ao lazer, para as presentes e futuras gerações". Sejam elas parte das presentes ou das futuras gerações, as crianças também têm o direito garantido pela Constituição de usufruir dos meios urbanos.

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A Agência Americana de Administração Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês) confirmou nesta quinta-feira (18) que a média das temperaturas em 2016 foram as mais altas já registradas.

Esse não foi o único recorde quebrado no último ano. Aqui estão apenas alguns:

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Desde que foi estabelecida a Política Nacional de Mobilidade Urbana (PNMU), em janeiro de 2012, as cidades ganharam um instrumento de orientação para atuar na qualificação da mobilidade urbana sustentável. Municípios com população acima de 20 mil habitantes têm até abril de 2019 para concluir seus Planos de Mobilidade Urbana e, assim, se tornarem aptos a receber recursos orçamentários federais para projetos nessa área.

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As autoridades municipais em todo o mundo muitas vezes não dispõem de informações precisas e abrangentes sobre as condições de tráfego de suas malhas rodoviárias. Sensores nas estradas e outras tecnologias que podem coletar dados em tempo real são muitas vezes proibitivamente caros, mesmo para países desenvolvidos. Ao mesmo tempo, a quantidade de dados de mobilidade coletados pelo setor privado cresceu exponencialmente - uma oportunidade de colaboração entre empresas e governos para melhorar a mobilidade em todo o mundo.

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Se o cenário permanecesse como hoje, as emissões de gases de efeito estufa com origem no transporte subiriam de 23% para 33% do total de emissões até 2050. Além de mudar a narrativa, as cidades precisam encarar um futuro que promete transformações intensas na mobilidade urbana.

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O ano passado trouxe grandes choques políticos para o mundo: a eleição de Donald Trump; a aparição das “notícias falsas”; o surgimento de movimentos populistas e antiglobalização no Reino Unido, nas Filipinas e em outros lugares. Muitos deles foram alimentados pelo sentimento crescente entre certos grupos de que eles estão sendo deixados de fora das oportunidades econômicas.

A grande questão para 2017 é: essas rupturas são apenas um obstáculo para o progresso rumo a um mundo mais sustentável e equitativo ou vão indicar um retrocesso muito maior?

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Um dos princípios do transporte sustentável é que ele seja para todos. Isso significa mover toda a população e bens de maneira eficiente, segura e equitativa com menor impacto ambiental possível. Especialmente em 2016, diversos compromissos climáticos foram assinados por centenas de países e a mobilidade urbana é ponto crucial nesse contexto. A determinação e esforço das nações é o que vai definir o futuro do planeta.

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O ano de 2016 chegou ao fim cheio de fatos para serem lembrados pela história. Agora, é tempo de projetar os desafios do ano que começa: como fazer o Brasil consolidar-se como uma liderança em políticas climáticas, florestais e urbanas para um futuro sustentável?

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