BRT Move: vetor de transformação urbana

O MOVE Antônio Carlos, além de transportar população e visitantes ao estádio Mineirão, da Copa, deixará um legado para a cidade. (Foto: Luísa Zottis/EMBARQ Brasil)

Um modal sustentável, eficiente e confiável é a aposta de Belo Horizonte para transportar sua população e turistas também na Copa do Mundo. O MOVE Antônio Carlos, segundo corredor BRT (Bus Rapid Transit) da cidade, inaugurado no último dia 17, conecta o centro à região da Pampulha, próxima ao Mineirão, estádio que receberá jogos do campeonato. “Esta linha foi feita para alimentar o estádio durante os jogos da Copa. Mas sua relevância transcende a este fator, com impactos positivos que irão durar para sempre, começando pela redução em metade do tempo nos deslocamentos”, diz Luis Antonio Lindau, diretor-presidente da EMBARQ Brasil, parceira da cidade na qualificação do projeto. O MOVE Antônio Carlos já está na segunda fase de implantação, transportando 77 mil passageiros por dia, e segue em ritmo acelerado de expansão até sua operação completa, quando transportará cerca de 400 mil pessoas diariamente.

O prefeito Marcio Lacerda, durante a viagem inaugural do novo trecho, revelou um dado inédito: a primeira pesquisa conduzida pela Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans) no MOVE Cristiano Machado, primeiro corredor da cidade, indica 85% de aprovação nos dois primeiros meses de operação. Ele salientou que pessoas de todas as rendas já estão experimentando a troca do carro pelo sistema BRT, que oferece ônibus confortáveis em linhas exclusivas. “Estamos muito felizes e agradecemos de coração o apoio técnico que a EMBARQ Brasil prestou ao projeto”, disse Lacerda.

As vias dedicadas ao ônibus são capazes de transportar dez vezes mais passageiros por hora do que uma pista do tráfego misto. “Além de ganhar tempo, os usuários do sistema BRT ganham confiabilidade no sistema, com a certeza de que os ônibus realizarão o percurso no tempo previsto”, acrescenta o diretor-presidente da EMBARQ Brasil. Além de tudo disso, a implantação do sistema BRT proporciona redução significativa nas emissões de gases, melhorando a qualidade do ar e impactando o clima do planeta.

Com o projeto, a perspectiva de futuro da cidade é positiva. Lindau destaca que Belo Horizonte é uma das cidades brasileiras que serão modelo para o país. “Eu classificaria as cidades-sede da Copa em três grupos: as que buscaram implantar o BRT, grupo no qual Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Brasília estão; as que se dedicaram a sistemas que nunca saíram do papel, com base ferroviária; e as cidades que fizeram um misto de obras viárias para o automóvel e alguma coisa tímida em relação a ônibus. Fico feliz que BH está nesta linha de frente e vai influenciar o país em termos de mobilidade”.

O prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, e o diretor-presidente da EMBARQ Brasil, Luis Antonio Lindau a bordo do MOVE Antônio Carlos. (Foto: Luísa Zottis/EMBARQ Brasil)

Movimento seguro

Por duas semanas, uma equipe da EMBARQ Brasil realizou inspeções de segurança viária em ambos os corredores, Cristiano Machado e Antônio Carlos, além da área central da cidade. O objetivo foi identificar potenciais focos que ponham a segurança das pessoas em risco. O trabalho é realizado em parceria com a BHTrans e com o especialista Carsten Wass, da Consia Consultants.

“Com o sistema em operação, é possível identificar o modo como as pessoas o utilizam os recursos oferecidos, como a infraestrutura, o acesso às estações, a circulação nas calçadas e o tráfego de veículos”, explica Brenda Medeiros, gerente de projetos de transporte da EMBARQ Brasil. Auditorias de segurança viária também já foram conduzidas durante o período de obras, o que resultaram em múltiplas intervenções de segurança para mitigar o risco de colisões. “Auditorias de segurança viária podem reduzir em até 40% os acidentes. É consideravelmente melhor ser proativo na implantação de melhorias na infraestrutura antes que acidentes ocorram”, emendou a especialista.

Brenda garante que o BRT irá otimizar as viagens e, com isso, dar mais segurança ao passageiro. “A redução do número de veículos em circulação é uma oportunidade de reduzir acidentes, emissões de gases e congestionamento”. O grande diferencial do projeto, para ela, está na área central da cidade, que foi revitalizada e priorizou a circulação de pedestres, bicicletas e do transporte coletivo.

Antes e depois: a área central antes da implantação do BRT Move.

Transformação por uma cidade mais humana: Av. Paraná, no centro da cidade, antes da implantação do MOVE, em julho de 2011, e atualmente, em maio de 2014. (Foto "antes" por Google Maps. "Depois" por Luísa Zottis/EMBARQ Brasil)

Saiba mais sobre o MOVE

Os 23 km de corredores dedicados aos ônibus rápidos de alta capacidade vão transformar a maneira como os belo-horizontinos se deslocam. O BRT vai oferecer mais conectividade, conforto e confiabilidade aos usuários do sistema de transporte público de Belo Horizonte. Além das linhas alimentadoras que servem os bairros periféricos, haverá dois eixos principais a partir da área central do sistema, com operação plena prevista para iniciar em maio de 2014:

MOVE Antônio Carlos – Ligará a estação Venda Nova ao Centro (estações Vilarinho, Pampulha e Venda Nova), com 26 estações e uma extensão total de 14,7 km. Deve beneficiar cerca de 400 mil pessoas por dia, ao diminuir o tempo de viagem em 35 minutos (47% em relação ao tempo atual).

MOVE Cristiano Machado – Vai conectar a região central à estação São Gabriel, ao longo de 7,1 km. A redução prevista em relação ao tempo de viagem atual é de 15 minutos (43%), que beneficiará cerca de 300 mil pessoas diariamente.

MOVE Hipercentro – Vai servir o centro de Belo Horizonte nas avenidas Paraná e Santos Dumont. O total de extensão é de 1,3 km.

Fique Ligado

Newsletter

Inscreva-se para receber a newsletter do WRI Brasil Cidades Sustentáveis. Increver-se